Onde esteve?
O que faz?
Por que não responde?
O que curte?
É grande?
Você tem lugar?
As citações, ao menos, se lembram de alguém.
Onde esteve?
O que faz?
Por que não responde?
O que curte?
É grande?
Você tem lugar?
As citações, ao menos, se lembram de alguém.
Maybe you’ll never know that I'd never be good for you Got to think about yourself cause there’s nothing I can do When any memory brings my existence close to yours Don’t waste your time with regrets cause I don’t care anymore
Imagine que você é um objeto e desehe-o.
O que você imaginou ser? Uma porta
De que material você é feito? De madeira
Como você é? Grande, coberta de verniz e tenho uma massaneta dourada
Onde você costuma ficar? Entre um lugar e outro
Qual sua utilidade? Dar passagem às pessoas
Quem é o seu dono? Os moradores da casa
Você gosta dele? Por quê? Nem sim nem não, eu já e acostumei, ele nem liga pra mim.
O que o agrada? Posso ver o que todos fazem, sem eles ligarem.
O que o desagrada? Que falem quando alguém é burro, é burro como uma porta.
Sou a porta, fico na divisória do quarto com a sala, me adoro, pois sou envernizado e tenho uma massaneta de ouro. Adoro bisbilhotar o que todos fazem. Sou vaidoso, odeio quando alguém me bate ou diz que quando alguém é burro, é burro como uma porta.
O conteúdo deste blog não será alterado, exceto por critérios do autor.
Não se trata apenas de um aviso sobre propriedade intelectual e liberdade de expressão. Este blog é meu domínio, onde publico e altero o que julgar interessante, guiado pelo meu bom senso, e onde passarei a guardar textos pessoais, públicos ou não.
Claro que há várias maneiras de se armazenar este tipo de conteúdo, inclusive sem recorrer à internet. Mas prefiro ter o site como um depósito do tempo que dedico às letras, e se as compartilho com você, leitor, é de boa vontade e com espírito de camaradagem, após criteriosa avaliação.
O tema deste blog é a cor cinza, fria e crua, imparcial porém manchada e heterogênea, que remete ao passado e à passivação, entidade silenciosa contrastando experiências, emoções, opiniões e o pouco de arte ao qual me arrisco. Não uso este espaço para difamar as pessoas que cito, não faz parte da minha índole, da minha educação.
O que escrevo é meu, e cabe a mim, enquanto autor, decidir o que inserir ou retirar, o que é bom e o que não presta. Se minha arte não lhe cabe, sempre haverá um sofá na sala de estar.
Eu tinha me esquecido que fugia de você
Eu que desconhecia o que tinha a perder
Sinal fechado prosseguir
Querendo chegar sem partir
De volta para o nunca mais
Retorno sem olhar pra trás
No lado errado
Do caminho certo
Tentando fugir pela contramão
Perdido na sua direção
Perdido na sua direção
Nesse círculo fechado de você em mim
Nesse círculo esgotado de você sem fim
Esse sou eu criando letra sem música, pra me pegar arriscando melodias.
NÃO QUERO SABER VESTIR
NÃO TENHO QUE ADMITIR
NÃO SEI NÃO QUERER MENTIR
E NÃO GOSTO DESSA BANDA.
À MERDA TER QUE SER SEXY
Escrevi pouco nessa primeira parte do ano, o que não significa que meu cérebro tenha parado de funcionar. Agora que estou para me despedir dos dezoito, eis um resumo para contextualizar com o que interessa sobre minha vida:
É basicamente isso que consigo lembrar agora. Claro que no próximo lapso de adrenalina criativa guardarei algo para o blog. Andei inclusive editando uns trabalhos mas acabei perdendo todo o que tinha feito (melhor dizendo, deletaram). Até minhas músicas precisam ser atualizadas.
Refletir e produzir agora é uma questão de ter tempo, ou de parar pra ver algo da programação noturna da Cultura.
Astro dançante na sombra-luz da existência,
esboçando facetas para o mundo — este sim, estranho;
Bela na claridade que a denuncia e na escuridão que a molda:
ora se esconde, ora se revela, e as estrelas hão de invejar sua dança.
Qual será a canção?
És mistério na forma mais simples, na mais encantadora,
que impera inteira sobre os mares e conquista olhos mortais.
Se até os lobos são teus, resta-me te admirar, e no transe de tuas horas,
responder-te o sorriso.
Feliz aniversário, Camila.
Aquele tipo de coisa que as pessoas buscam pra se desentoxicar de seus vícios e pecados, das perturbações de suas vidas sem graça.
Nos retiros você é bombardeado de orações, canções e outras dinâmicas coletivas de manifestação sentimental, que aliada à fé das pessoas na ação sobrenatural proporciona uma “renovação em Deus”, sentimento de alívio e de euforia, a tal dose de cura e libertação. Só que os frequentadores desses retiros aprenderam que precisam de um dia todo de oração para sintetizar e extravazar as emoções contidas e resolver conflitos pessoais. Basta um pouco de adrenalina, e acabo de descobrir isso.
Todos os dias lidamos com o imprevisto, um momento inesperado e o choque de seu desfecho, aquele tipo de coisa que causa palpitações, e as reações do cérebro podem tender para lados como o medo paralizante, o desespero, a tristeza ou a fúria . Tomo este caminho porque é o que acaba de me acontecer, aquele “tapa na cara” de que todos falam.
Então uma explosão de raiva, revolta e indignação basta para anestesiar seus calos, e tudo o que você pensa é no frenesi do momento, na sensação por si só, consciente de que ela é finita e que as coisas vão voltar à sua objetividade em minutos. Seu amor pela história da sua vida e até seu orgulho próprio (aquele instinto de preservação da integridade moral que geralmente é o último a falar) despertam um olhar cético sobre seus valores. E a situação extrema, que muda para sempre o curso das coisas na sua vida, se torna fato vencido, uma página a ser virada.
Cura e libertação são invenções para voltarmos a viver da maneira que julgamos correta, e são justamente as emoções que nos levam a pensar sobre o que é certo, porque nos servem de aprendizado. Logo, trata-se de um processo pessoal. Ser rejeitado, sentir-se isolado e sozinho, não se encaixar em um grupo ou não conseguir fazer nada dar certo são sintomas de um abandono daquela parte que nos programa para viver em sociedade, sinais de que algo precisa mudar no seu comporrtamento. Não que sua personalidade esteja equivocada ou que haja um manual de instruções dizendo que todos devem funcionar similarmente, mas após momentos de grande intensidade se identificam os valores que precisam ser repensados visando a satisfação e saúde do próprio indivíduo.
Não tenho embasamento científico para usar este ou aquele termo ou colocação, mas tenho esta constatação, de que a emoção não é inimiga da razão, mas uma forma de assimilar situações, como se fossem um sentido. Estímulos externos passam primeiro pela região do cérebro responsável pelas emoções, para depois serem processadas logicamente, ou seja, reagimos imediatamente por impulso. No complexo abstrato que compõe a mente humana, onde códigos sociais definem momentos de sucesso e fracasso, identificar bom, mau, prazeroso e perigoso faz parte de um constante reaprendizado que envolve decisões de lngo prazo.
Tudo isso tem sim a ver com a religião, um remédio espiritual que na minha opinião chega a restringir o comportamento. Até mesmo a novela que assistimos e as ficções que lemos são doses de emoções concentradas que exigem uma visão de contexto, de certo e errado. Se não fosse esse sentido que diz “sim” e “não”, seria difícil chegar ao “como” e “por quê”. No meu caso, descartei algo que já estava acabado, um incômodo mal resolvido, ao qual decidi não dar mais importância. Curado e livre.
Um colega contou que corria escadas acima para produzir adrenalina, ficar alerta e não dormir nas aulas. Queria eu saber há mais tempo sobre o retiro mental processado a base de neurotransmissores.
Agradeço à Cynthia_Cryz pela contribuição (multimídia) com este post.
Tratarei as coisas como homem.
Tive vontade de ofender porque me senti ofendido, e isso foi baixo, idiota.
O razoável agora é deixar tudo de lado, esquecer. Mas neste segundo eu não quero, porque dou um valor alto àquilo que me escapa.
Costumo sim dar valor às pessoas, e provar, e dizer, e querer estar, sem receber nada em troca. Fui feliz em pensar que havia essa exceção. E sobre ter sido verdadeira ou não, acabo de decidir que isso importa.
Invente-se uma forma de pedir desculpas que não seja de joelhos. Porque já o fiz uma vez. Agora, se esta tentativa inacabada de humildade que me permito arriscar não conta, então eu que não pense mais sobre o que há de quebrado.
“Touro: Não jogue merda no ventilador.”
Exoterismo não desfaz erros. Pessoas fazem algo a respeito.